Mandado de Prisão: O Que É, Tipos, Seus Direitos e O Que Fazer

Como o advogado ajuda em audiências de custódia e prisões em flagrante?
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Entenda o que é um mandado de prisão, quais os tipos, o que deve conter, quais são seus direitos, como consultar e o que fazer se houver um mandado em aberto contra você.

Descobrir que existe um mandado de prisão expedido contra você ou contra alguém próximo é uma das situações mais angustiantes que uma pessoa pode enfrentar. O medo, a insegurança e a sensação de urgência são compreensíveis. Por isso, neste guia completo, vamos explicar de forma clara e acessível tudo o que você precisa saber sobre o mandado de prisão no Brasil: o que é, quais são os tipos, o que deve conter, quais são seus direitos, como consultar e o que fazer diante dessa situação.

O Que É um Mandado de Prisão?

O mandado de prisão é uma ordem escrita, formal e fundamentada, expedida por um juiz competente, que autoriza a polícia a prender uma pessoa. Trata-se de um documento judicial com força imediata: assim que expedido, ele permite que as autoridades policiais localizem e detenham o indivíduo indicado.

A Constituição Federal é clara ao estabelecer, no artigo 5.o, inciso LXI, que ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente. Isso significa que a prisão, para ser legal, depende de uma decisão judicial devidamente justificada. A ordem arbitrária, sem base legal, é inconstitucional.

Na prática, o mandado é o instrumento pelo qual a Justiça concretiza uma decisão que restringe a liberdade de alguém. Sem ele, a maioria das prisões seria inválida.

O Que Deve Conter um Mandado de Prisão?

Para que um mandado de prisão seja considerado válido, ele deve trazer informações essenciais, conforme previsto no artigo 285 do Código de Processo Penal. São elas:

  • O nome do juiz que o expediu e a identificação do processo;
  • A qualificação completa da pessoa que deve ser presa (nome, filiação e dados de identificação);
  • O motivo e a base legal da prisão;
  • A natureza da prisão (preventiva, temporária ou definitiva);
  • A data e o horário da expedição;
  • A assinatura da autoridade judicial competente.

A ausência de qualquer um desses requisitos pode tornar o mandado irregular e servir como fundamento para que o advogado questione sua validade na Justiça.

Quais São os Tipos de Mandado de Prisão?

No Brasil, existem diferentes modalidades de prisão, cada uma com características, fundamentos e prazos próprios. Entender essa diferença é fundamental para saber como agir.

Prisão Preventiva

A prisão preventiva é uma medida cautelar decretada durante o processo penal, antes da condenação definitiva. Ela pode ser expedida quando o juiz entende que existe risco à ordem pública, à instrução criminal ou à aplicação da lei penal, como no caso em que há indícios de que o acusado pode fugir ou destruir provas.

Não possui prazo fixo em lei, mas deve ser periodicamente revisada pelo juiz, conforme o artigo 316 do Código de Processo Penal, que determina a revisão a cada 90 dias. Pode ser revogada a qualquer momento, caso os motivos que a fundamentaram deixem de existir.

Prisão Temporária

A prisão temporária é utilizada durante a fase de investigação policial e tem prazo determinado por lei. Em regra, o prazo é de 5 dias, prorrogável por mais 5 dias em casos de necessidade comprovada. Para crimes hediondos e equiparados, o prazo é de 30 dias, prorrogável por mais 30.

Seu objetivo é garantir as investigações sem que o suspeito interfira na coleta de provas ou no depoimento de testemunhas.

Prisão em Flagrante

A prisão em flagrante ocorre no exato momento em que a pessoa está cometendo um crime ou logo após o cometimento. Nesse caso, qualquer pessoa do povo pode efetuar a prisão, e a autoridade policial é obrigada a prender. O mandado de prisão, nessa hipótese, não é necessário antes da detenção, mas o flagrante precisa ser ratificado pelo juiz em até 24 horas, na audiência de custódia.

Prisão Definitiva (Após Condenação)

O mandado de prisão definitivo é expedido após o trânsito em julgado da sentença condenatória, ou seja, quando não existe mais possibilidade de recurso. É a determinação para que o condenado inicie o cumprimento da pena privativa de liberdade.

Prisão Civil por Dívida de Alimentos

Existe ainda a prisão civil, prevista na Constituição Federal, que pode ser decretada em casos de inadimplência de pensão alimentícia. Não é uma prisão penal, mas judicial, e tem regras e procedimentos próprios. Nesse caso, o pagamento das parcelas em atraso pode suspender o mandado.

Quando um Mandado de Prisão É Expedido?

O mandado de prisão é expedido pelo juiz nas seguintes situações principais:

  • Após a condenação criminal com trânsito em julgado, para que o réu comece a cumprir a pena;
  • Durante o processo, quando decretada a prisão preventiva por necessidade cautelar;
  • Durante a fase de investigação, quando decretada a prisão temporária;
  • No descumprimento de medidas cautelares impostas ao acusado, como o uso de tornozeleira eletrônica ou a proibição de se ausentar do país;
  • No descumprimento de condições fixadas para a liberdade provisória.

Em qualquer caso, a expedição do mandado depende de decisão judicial fundamentada.

Como Saber Se Existe um Mandado de Prisão Contra Você?

Muitas pessoas só descobrem a existência de um mandado no pior momento possível: durante uma abordagem policial ou ao tentar embarcar em um voo. Existem formas legais e acessíveis de verificar essa informação antes que isso aconteça.

Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP)

O principal instrumento público é o Banco Nacional de Mandados de Prisão, mantido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O sistema reúne mandados expedidos em todo o território nacional e permite consulta online pelo nome completo ou data de nascimento, no endereço portalbnmp.cnj.jus.br.

É importante saber que nem todos os mandados aparecem imediatamente: pode haver atraso na atualização do sistema, e processos sob sigilo não ficam visíveis ao público em geral.

Consulta nos Tribunais de Justiça

Os sites dos Tribunais de Justiça estaduais e federais também permitem consulta processual por nome ou CPF. Neles, é possível verificar o andamento de processos e a existência de ordens judiciais expedidas.

Com o Auxílio de um Advogado

A forma mais segura e completa de verificar a existência de um mandado é por meio de um advogado criminalista. O profissional tem acesso a sistemas judiciais restritos, pode consultar diretamente as varas criminais e verificar com precisão a situação processual, preservando a privacidade do cliente.

Em Delegacias de Polícia

É possível também se dirigir a uma delegacia e solicitar a verificação, mas essa opção exige cautela. Se houver mandado ativo, a pessoa pode ser detida no ato. Por isso, essa alternativa só deve ser considerada com orientação jurídica prévia.

O Que Acontece Quando Existe um Mandado de Prisão em Aberto?

Quando um mandado de prisão está em aberto, a pessoa indicada pode ser detida a qualquer momento, em qualquer lugar do Brasil, inclusive durante abordagens policiais de rotina, em aeroportos, em blitz de trânsito ou em órgãos públicos.

Além da restrição imediata de liberdade, as consequências práticas podem incluir:

  • Dificuldade para emitir documentos ou realizar determinados atos civis;
  • Bloqueio de passaporte e impedimento de embarque em viagens aéreas;
  • Inserção no Banco Nacional de Mandados de Prisão, com visibilidade para todas as polícias do país;
  • Possibilidade de ser considerado foragido da Justiça, o que agrava a situação processual;
  • Impacto negativo em pedidos futuros de liberdade provisória, habeas corpus ou benefícios da execução penal.

Quem tem mandado de prisão em aberto e não se apresenta voluntariamente passa a ser classificado como foragido. Essa condição gera consequências sérias para a defesa e para o julgamento.

Quem Pode Cumprir um Mandado de Prisão?

Conforme o artigo 285, parágrafo único, alínea “e”, do Código de Processo Penal, o mandado de prisão deve ser dirigido a quem tenha qualidade para dar-lhe execução. A redação da lei é ampla e, na prática, permite que qualquer agente policial possa cumprir o mandado.

Com a Lei n.o 12.403/2011, o artigo 289-A do Código de Processo Penal passou a dispor expressamente que qualquer agente policial pode efetuar a prisão determinada em mandado registrado no Banco Nacional de Mandados de Prisão do CNJ, mesmo que fora da competência territorial do juiz que o expediu.

Isso significa que policiais civis, policiais militares, policiais federais, policiais penais e policiais rodoviários federais estão aptos a cumprir um mandado de prisão. Essa ampliação foi pensada para dar mais eficiência ao sistema e garantir que nenhuma ordem judicial fique sem cumprimento por razões burocráticas de competência territorial.

Seus Direitos no Momento da Prisão

A Constituição Federal e o Código de Processo Penal garantem uma série de direitos fundamentais à pessoa presa, mesmo em cumprimento de mandado judicial. Conhecer esses direitos é essencial.

Direito de ser informado do motivo da prisão

No ato da prisão, o policial é obrigado a informar o motivo da detenção e apresentar o mandado, quando solicitado. Prender alguém sem explicar a razão viola o devido processo legal.

Direito ao silêncio

Você não é obrigado a prestar declarações à polícia. O direito ao silêncio está previsto na Constituição Federal (artigo 5.o, inciso LXIII) e não pode ser interpretado como sinal de culpa. Só fale na presença do seu advogado.

Direito de comunicar a família e ter acesso a advogado

Imediatamente após a prisão, você tem o direito de comunicar sua família e de ter acesso a um advogado de sua confiança. Se não puder pagar um advogado particular, tem direito à assistência gratuita da Defensoria Pública.

Direito de não ser submetido a tratamento degradante

Nenhum preso pode ser submetido a tortura, violência, tratamento desumano ou degradante. Isso vale mesmo durante o cumprimento de um mandado de prisão

Direito de não assinar documentos 

Você não é obrigado a assinar nenhum termo, que representa confissão de culpa ou que abram mão de seus direitos. No entanto, deve assinar documentos estritamente administrativos (como o inventário de bens apreendidos e formulários de identificação), pois a recusa não anula o ato.

Ocorre Audiência de Custódia na Prisão por Mandado?

Sim. A audiência de custódia é um direito do preso que se aplica a qualquer modalidade de prisão, incluindo as decorrentes de mandado judicial. A Resolução n.o 213/2015 do Conselho Nacional de Justiça determina que toda pessoa presa em flagrante ou em cumprimento de mandado seja apresentada a um juiz no prazo máximo de 24 horas após a sua detenção.

Na audiência de custódia, o juiz verifica:

  • Se a prisão foi realizada de forma legal, respeitando os direitos constitucionais;
  • Se houve violência, abuso ou tratamento degradante durante a detenção;
  • Se a manutenção da prisão é necessária ou se o preso pode responder ao processo em liberdade, mediante medidas cautelares alternativas.

A audiência de custódia é um mecanismo de controle judicial importante para evitar prisões ilegais e garantir que os direitos fundamentais do preso sejam respeitados desde o início.

O Que Fazer Se Você Souber Que Há um Mandado de Prisão Contra Você?

Saber que há um mandado expedido contra você é uma situação séria, mas não é o fim. Existem caminhos jurídicos que podem ser adotados com estratégia e responsabilidade.

1. Procure um advogado criminalista imediatamente

A primeira e mais importante medida é buscar orientação jurídica especializada. O advogado criminalista vai analisar o mandado, verificar sua legalidade, identificar os fundamentos da prisão e traçar a melhor estratégia de defesa. Não tome decisões sem orientação profissional.

2. Não fuja e não se esconda

A fuga é considerada crime e agrava significativamente a situação jurídica. Além disso, dificulta pedidos futuros de liberdade e pode ser interpretada como tentativa de obstrução da Justiça. Agir com responsabilidade é sempre o caminho mais seguro.

3. Não se entregue sem orientação

Apresentar-se espontaneamente à polícia ou ao juízo pode ser vantajoso em determinadas situações, mas precisa ser feito com estratégia jurídica. Nunca compareça a uma delegacia ou fórum sem a presença do seu advogado.

4. Não confesse nem assine documentos

Use seu direito ao silêncio. Não confesse, não preste declarações e não assine nenhum documento sem a presença e a orientação do seu advogado.

5. Avise sua família e pessoas de confiança

Mantenha sua rede de apoio informada, mas evite divulgar o caso em redes sociais ou para pessoas desnecessárias. Exposição desnecessária pode prejudicar sua defesa.

Existe Alguma Forma de Evitar a Prisão?

Sim. Dependendo do tipo de mandado e das circunstâncias do caso, existem medidas jurídicas que o advogado pode adotar para tentar evitar ou suspender a prisão. As principais são:

Habeas corpus

O habeas corpus é o remédio constitucional mais poderoso para combater prisão ilegal ou abusiva. Por meio dele, o advogado pede ao tribunal que analise a legalidade do mandado e, se for o caso, libere o preso ou impeça a prisão. Pode ser impetrado com urgência, inclusive de madrugada.

Pedido de revogação da prisão preventiva

Quando a prisão é preventiva, o advogado pode pedir ao juiz sua revogação demonstrando que os motivos que a justificavam não existem mais, com base no artigo 316 do Código de Processo Penal.

Liberdade provisória e medidas cautelares alternativas

Em muitos casos, o juiz pode substituir a prisão por medidas cautelares menos graves, como o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de se ausentar da comarca ou a obrigação de comparecer periodicamente ao juízo.

Apresentação espontânea com estratégia

Em determinadas situações, a apresentação voluntária ao juízo, com acompanhamento do advogado, pode ser uma estratégia para demonstrar boa-fé, evitar constrangimentos e fortalecer pedidos de liberdade provisória.

Negociação de acordo (em casos de pensão alimentícia)

Nos casos de mandado de prisão por dívida de alimentos, o pagamento das parcelas em atraso ou a celebração de acordo judicial pode suspender o mandado e evitar a prisão.

Quanto Tempo Dura um Mandado de Prisão?

O prazo de vigência de um mandado de prisão varia conforme o seu tipo.

A prisão temporária tem prazo definido por lei: 5 dias, prorrogável por mais 5 em casos ordinários, e 30 dias, prorrogável por mais 30, nos crimes hediondos e equiparados. Findo o prazo sem prorrogação, o preso deve ser colocado em liberdade.

A prisão preventiva não tem prazo fixo, mas o Código de Processo Penal determina sua revisão periódica pelo juiz, a cada 90 dias (artigo 316, parágrafo único). Ela pode ser revogada a qualquer momento, se cessarem os motivos que a fundamentaram.

O mandado de prisão definitivo, decorrente de sentença condenatória, permanece em aberto até que seja cumprido ou até que ocorra a extinção da punibilidade, o que pode acontecer em casos de prescrição da pretensão executória.

Na prática, um mandado em aberto pode permanecer vigente por anos se a pessoa não for localizada ou se encontrar fora do país.

O Mandado de Prisão Pode Ser Cumprido em Residência?

Sim, mas com regras específicas. A Constituição Federal protege a inviolabilidade do domicílio (artigo 5.o, inciso XI), mas estabelece exceções: a polícia pode entrar em uma residência com consentimento do morador, em situação de flagrante delito ou com ordem judicial.

O mandado de prisão constitui, por si só, uma ordem judicial que autoriza o ingresso forçado no imóvel para que seja cumprido. No entanto, existe uma regra importante: a Constituição proíbe o ingresso em domicílio durante a noite, exceto com o consentimento do morador. Portanto, em regra, o cumprimento do mandado em residência deve ocorrer durante o dia.

Os policiais devem se identificar, apresentar a ordem judicial e agir de forma proporcional, garantindo a integridade física do preso e de sua família. O ingresso sem mandado, sem flagrante e sem autorização pode ser considerado abusivo e gerar nulidade do ato.

Como um Advogado Pode Ajudar em Casos de Mandado de Prisão?

A atuação de um advogado criminalista é fundamental em todas as etapas que envolvem um mandado de prisão. O profissional pode:

  • Consultar os sistemas judiciais e confirmar a existência do mandado de forma sigilosa;
  • Analisar a legalidade do mandado e identificar eventuais irregularidades processuais;
  • Impetrar habeas corpus de urgência para suspender a prisão;
  • Requerer a revogação da prisão preventiva ou sua substituição por medidas cautelares;
  • Acompanhar a audiência de custódia e garantir que os direitos do preso sejam respeitados;
  • Construir a estratégia de defesa para o processo criminal em andamento.

Contar com defesa especializada desde o primeiro momento faz diferença no desfecho do processo. Agir com rapidez e orientação adequada protege a liberdade e preserva os direitos fundamentais do cidadão.

Perguntas Frequentes Sobre Mandado de Prisão

O mandado de prisão pode ser cumprido à noite? Em regra, o cumprimento em domicílio só pode ocorrer durante o dia. Em locais públicos, o mandado pode ser cumprido a qualquer hora.

Posso ser preso em outra cidade? Sim. O mandado registrado no BNMP tem validade em todo o território nacional e pode ser cumprido por qualquer agente policial, independentemente da comarca onde foi expedido.

Posso viajar com mandado de prisão em aberto? Não é seguro. Em aeroportos e postos de imigração, o mandado pode ser identificado e a pessoa detida. Em caso de viagem internacional, o passaporte pode estar bloqueado.

O mandado de prisão caduca automaticamente? Não. O mandado só deixa de ter efeito se for revogado pelo juiz, se a punibilidade for extinta (por exemplo, pela prescrição) ou se a pena for cumprida.

E se eu não souber que há um mandado contra mim? O desconhecimento não impede o cumprimento do mandado. Por isso, ao ter qualquer suspeita, o ideal é verificar por meio do BNMP ou com um advogado.

Ter mandado de prisão impede participar de concurso público? Sim, enquanto a situação não for regularizada, isso pode ser impedimento em processos de nomeação e contratação.

Conclusão

O mandado de prisão é um instrumento legal sério, que pode impactar profundamente a vida de uma pessoa e de sua família. Conhecer seus direitos, entender os tipos de mandado, saber como consultar e ter clareza sobre o que fazer diante dessa situação são passos fundamentais para agir com responsabilidade e proteger sua liberdade.

Se você tem dúvidas sobre a existência de um mandado ou está enfrentando essa situação, o caminho mais seguro é buscar orientação de um advogado criminalista de confiança. A atuação especializada e ágil pode fazer toda a diferença.

Base Legal: CF Art. 5, incisos XI, LXI, LXIII e LXIV; CPP Art. 285, 289-A, 316, 492 e 675; Lei n.o 12.403/11; Resolucao CNJ n.o 213, de 15 de dezembro de 2015; Conselho Nacional de Justica (CNJ). Banco Nacional de Mandados de Prisao (BNMP).

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Guilherme Perlin Silva - Advogado Criminalista e Previdenciário, R. Pres. Kennedy, 481 - Sobrado - Centro, Cascavel - PR
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